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Selo ESG Cargas da ANTT: o que muda para transportadoras

  • arte645
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A ANTT criou oficialmente o Selo ESG Cargas, um reconhecimento destinado a transportadores rodoviários de cargas que adotam boas práticas ambientais, sociais e de governança. O programa foi instituído pela Resolução ANTT nº 6.086/2026 e é voltado a transportadores com RNTRC ativo, incluindo TAC, ETC e CTC.


O Selo ESG Cargas tem como objetivo valorizar empresas e transportadores que desenvolvem uma operação mais responsável, segura, sustentável e organizada. A adesão é voluntária e os critérios específicos para participação serão definidos nos editais de convocação da ANTT.


O programa está baseado nos três pilares ESG: Ambiental, Social e Governança. No aspecto ambiental, são consideradas práticas relacionadas à redução de impactos ambientais, emissão de poluentes, gases de efeito estufa, uso racional de recursos naturais e resiliência climática. No aspecto social, entram temas como saúde e segurança do trabalhador, dignidade humana, diversidade, inclusão e impactos nas comunidades. Já no fator governança, ganham importância a regularidade da empresa, transparência, controles internos, conformidade regulatória e boa gestão.


Um ponto importante é a segurança viária. A própria resolução da ANTT inclui expressamente a “melhoria da segurança viária” entre os princípios do programa. Por isso, ao comunicar o Selo ESG Cargas, é mais adequado falar em meio ambiente, responsabilidade social, boa governança e segurança viária e transporte responsável.



O selo não será obrigatório para que uma empresa continue realizando transporte de cargas. Ele possui caráter voluntário e funciona como reconhecimento institucional das boas práticas adotadas pelo transportador. A ausência do selo, por si só, não impede o exercício da atividade.


Para receber o Selo ESG Cargas completo, o transportador deverá atender aos critérios dos três fatores ESG. A regulamentação também prevê formas de reconhecimento para aqueles que atenderem apenas um ou dois dos fatores, conforme regras que ainda serão detalhadas pela ANTT.


Mesmo antes dos editais, as transportadoras podem começar a se preparar revisando sua regularidade no RNTRC, documentação, segurança viária, gestão ambiental, saúde e segurança do trabalho, gerenciamento de riscos, políticas internas, seguros e procedimentos de governança.


A criação do Selo ESG Cargas reforça uma tendência cada vez mais presente no transporte rodoviário: clientes, embarcadores, indústrias e grandes empresas passam a avaliar não apenas preço e capacidade operacional, mas também segurança, sustentabilidade, responsabilidade e conformidade.


Nesse cenário, uma boa gestão de riscos também ganha importância. Seguros como RCTR-C, RC-DC, RC-V, responsabilidade civil, ambiental, frota e outras coberturas não significam automaticamente enquadramento no Selo ESG, mas fazem parte de uma estrutura mais madura de proteção, governança e continuidade da operação.


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