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Caso envolvendo carga de grande porte reforça a importância da AET, estudo de rota, controle de altura e largura e seguro adequado para o transportador

  • arte645
  • há 16 horas
  • 3 min de leitura

O grave *acidente na Rodovia Fernão Dias (BR-381), ocorrido em 18 de agosto de 2026, após um veículo transportando equipamento de grande porte atingir uma passarela em Vargem/SP, deixou duas vítimas fatais e colocou novamente em evidência os riscos envolvidos no **transporte de cargas excedentes*.


O motorista foi preso em flagrante após o acidente. O episódio mostra como uma falha em uma operação de transporte pode resultar não apenas em prejuízos materiais, mas também em mortes, responsabilidade civil e criminal e danos à infraestrutura.


Porém, existe uma questão fundamental: *a segurança de uma operação desse porte não pode depender somente do motorista.*


## Transporte de carga excedente exige planejamento


Quando uma carga ultrapassa limites regulamentares de *altura, largura, comprimento ou peso*, o planejamento deve começar muito antes de o caminhão entrar na rodovia.


Entre os principais cuidados estão:


* AET – *Autorização Especial de Trânsito* adequada à operação;

* medição da altura, largura, comprimento e peso do conjunto carregado;

* estudo e cumprimento da rota autorizada;

* verificação de passarelas, pontes, viadutos, túneis, pórticos e redes aéreas;

* utilização de escolta quando exigida;

* sinalização, amarração e acondicionamento adequados;

* escolha correta do veículo e implemento;

* gerenciamento de riscos e procedimentos de segurança.


Em uma operação especial, *alguns centímetros podem separar uma viagem segura de um acidente de grandes proporções*.


## AET não pode ser apenas uma formalidade


A *AET para transporte de carga excedente* precisa refletir as dimensões reais do conjunto que estará na rodovia.


Se a autorização considerar determinada altura e o veículo carregado apresentar dimensão superior, por exemplo, toda a análise de segurança daquela rota poderá ser comprometida.


Por isso, medir e conferir o conjunto após o carregamento é uma etapa essencial.


## O motorista é apenas uma parte da operação


Em um acidente grave, normalmente é o motorista quem permanece no local, presta esclarecimentos e sofre as primeiras consequências policiais e judiciais.


Entretanto, uma operação de transporte especial pode envolver *transportador, embarcador, proprietário da carga, responsáveis pelo carregamento, planejamento logístico, obtenção da AET e gerenciamento de riscos*.


A responsabilidade de cada participante dependerá das circunstâncias e deverá ser apurada pelas autoridades competentes.



## E o seguro do transportador?


Um acidente envolvendo carga excedente pode provocar simultaneamente *danos à carga, veículos, terceiros, infraestrutura rodoviária, lesões corporais e mortes*.


Por isso, não basta simplesmente possuir uma apólice. O *seguro de transporte e de responsabilidade civil do transportador* precisa estar adequado à operação efetivamente realizada.


Existe ainda um ponto de atenção: caso seja comprovado que a operação ocorreu em desacordo com normas ou exigências aplicáveis — como *dimensões incompatíveis com a autorização, irregularidades na AET, descumprimento de rota ou de medidas obrigatórias de segurança* — será necessário analisar as condições da apólice e a legislação aplicável.


*Dependendo das circunstâncias comprovadas, poderá existir hipótese de exclusão, perda de direito ou negativa de indenização pela seguradora.*


## Segurança começa antes da viagem


O acidente na Fernão Dias deixa uma importante reflexão para transportadores, embarcadores e operadores logísticos:


*cargas especiais exigem operações especiais.*


Planejamento de rota, AET correta, conferência das dimensões, gerenciamento de riscos e seguros adequados devem fazer parte do mesmo processo.


A segurança começa muito antes de o motorista ligar o caminhão.


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